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Semana CF: bolsa tem a pior semana desde 2020, dólar sobe 9% e o Copom decide a Selic nesta quarta

O Ibovespa caiu 18,12% na semana e fechou outubro com perda de 9,88%; o dólar terminou a R$ 5,44. A Selic está em 13,75%, e o Copom decide na quarta (4). Veja os números, a agenda e o que isso pede de empresas e líderes.

Boletim semanalPublicado em 02/11/2026Leitura de 5 minutosRedação CF News

Os percentuais de bolsa e câmbio da semana vêm da cobertura de fechamento (Money Times e O Liberal); as medianas do Focus, de resumo da imprensa, porque o PDF do Banco Central não pôde ser lido nesta apuração.

O Semana CF desta segunda-feira, 2 de novembro, feriado de Finados, chega depois de uma semana dura para o mercado. A bolsa teve a pior semana desde março de 2020, o dólar a maior alta semanal desde 2008, e o Copom decide a Selic na quarta-feira (4). Abaixo, os números, a agenda e o que isso pede de quem lidera.

Como a inflação chega à reunião do Copom?

O último dado fechado do IBGE é o IPCA de setembro, que subiu 0,82%. A prévia de outubro, o IPCA-15, desacelerou para 0,32%, depois de 0,70% em setembro, e acumula 4,62% em 12 meses, segundo o IBGE. Alimentação e bebidas foi o grupo que mais pesou na prévia. O IPCA cheio de outubro sai no dia 12 de novembro, segundo o calendário de divulgação.

No Boletim Focus de 26 de outubro, com respostas coletadas até a sexta-feira, 23, o mercado projetava IPCA de 5,19% em 2026 (5,22% na semana anterior) e 4,34% em 2027. Essas projeções foram feitas antes da alta do dólar da semana passada. Por causa do feriado, o Banco Central divulga o próximo Focus nesta terça-feira (3).

O que esperar dos juros?

A Selic está em 13,75% ao ano desde 16 de setembro, quando o Copom fez o quinto corte seguido de 0,25 ponto. A 282ª reunião acontece em 3 e 4 de novembro, e a decisão sai na quarta-feira, depois do fechamento do mercado. No Focus de 26 de outubro, a mediana da Selic no fim de 2026 era 13,25%, e a do fim de 2027 caiu de 12% para 11,75%.

As apostas mudaram com a turbulência. Segundo o Termômetro do Copom citado na agenda econômica da semana, a chance de manutenção da taxa subiu para 72%, e a de corte de 0,25 ponto caiu para 25%. Depois desta, a última reunião do ano está marcada para 8 e 9 de dezembro.

Como fecharam a bolsa e o dólar?

Na sexta-feira, 30 de outubro, o Ibovespa fechou em 167.921 pontos, queda de 0,75%. Na semana, a primeira depois do segundo turno, o índice caiu 18,12%, o pior desempenho semanal desde março de 2020. Em outubro, a perda foi de 9,88%, a maior para um mês desde junho de 2022. O dia a dia está nas notas do CF Diário, como a nota de fechamento de outubro e a nota de quinta-feira.

O dólar comercial terminou a sexta em R$ 5,4443, alta de 1,05% no dia e de 9,04% na semana, a maior alta semanal desde outubro de 2008. Em outubro, a moeda subiu 5,20%; em 2026, acumula alta de 0,81%. A cobertura atribui o movimento à reação ao resultado eleitoral, à espera por sinais sobre as contas públicas e a saída de investidores estrangeiros.

O que aconteceu com empresas e emprego?

O mercado de trabalho segue firme. A desocupação ficou em 5,2% no trimestre até setembro, a menor para o período desde 2012, com 103,6 milhões de ocupados, segundo a PNAD Contínua do IBGE, como mostrou a nota do CF Diário. Na temporada de balanços, a Vale informou lucro de US$ 1,25 bilhão no terceiro trimestre, cerca de 54% menor.

Em Goiás, a balança comercial somou superávit de US$ 6,24 bilhões de janeiro a setembro, com exportações de US$ 10,7 bilhões, segundo a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços. O complexo soja respondeu por metade das vendas, e a China comprou 43% do total. Num momento de dólar mais caro, exportadores tendem a receber mais em reais, e quem importa insumos paga mais.

O que há de novo em Psicologia e ciência?

O Conselho Federal de Psicologia abriu as inscrições para o seminário nacional dos 20 anos do CREPOP, em 16 de novembro, na Fiocruz Brasília, com transmissão pelo YouTube (veja a nota). Continua valendo o prazo de 14 de novembro para enviar artigos à edição especial da revista Psicologia: Ciência e Profissão (detalhes).

Agenda da semana

  • Terça, 3 de novembro: Boletim Focus, às 8h30; primeiro dia da reunião do Copom; balanços de Itaú Unibanco, BB Seguridade, Isa Energia e RD depois do fechamento.
  • Quarta, 4 de novembro: Novo Caged de setembro, às 14h30; decisão do Copom sobre a Selic, à noite; balanços de Vibra, Minerva, Totvs, Mercado Livre e outras empresas.
  • Quinta, 5 de novembro: produção industrial de setembro (IBGE); balanços de Localiza, Assaí, Magazine Luiza, Lojas Renner, Fleury, Dasa e Sabesp, entre outros.
  • Sexta, 6 de novembro: balança comercial de outubro (Secex).
  • Logo depois: IPCA de outubro em 12 de novembro; prazo do CFP para a revista em 14 de novembro; seminário do CREPOP em 16 de novembro. Na mesma semana, saem os balanços de Petrobras (10) e da goiana Jalles Machado (12).

O que isso pede de empresas e líderes

Leitura da redação, não é recomendação de investimento. Uma semana como a passada não muda sozinha a realidade de uma empresa, mas muda o humor de clientes, fornecedores e equipes. O dólar mais alto pesa no custo de quem importa insumos, e juros que podem ficar parados por mais tempo mantêm o crédito caro. Vale revisar preços, contratos em moeda estrangeira e o fôlego do caixa antes de grandes decisões, sem agir no calor do dia.

Com desemprego baixo, perder pessoas boas custa caro. Em períodos de ruído, a equipe precisa saber o que muda e o que continua: prioridades claras, conversas francas e atenção a quem já está sobrecarregado. Também é hora de lembrar do 13º salário, cuja primeira parcela vence em 30 de novembro.

Para acompanhar o dia a dia, o CF News reúne as notas do CF Diário e as matérias do ALLNEXS NOW, e a faixa CF NOW na capa mostra as mais recentes.

Fontes

WhatsApp (62) 9610-5507