O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou a quinta-feira, 29 de outubro, em 169.186 pontos, queda de 1,06%. Foi o quarto pregão seguido de perdas e, segundo a CNN Brasil, o primeiro fechamento abaixo dos 170 mil pontos desde agosto. No dia, o índice oscilou entre 168.765 e 171.403 pontos.
Quanto a bolsa já perdeu em outubro?
Com o resultado, o Ibovespa acumula queda de 9,21% no mês e ainda sobe cerca de 5% em 2026, segundo o quadro de fechamento do Diário do Grande ABC. Na quarta-feira (28), o índice já tinha caído 2,68%, como mostrou a nota de mercado de ontem.
Quais empresas pesaram?
As ações ordinárias da Ambev caíram 4,6% no dia em que a companhia divulgou o balanço do trimestre. As preferenciais do Bradesco recuaram 3,75%, depois de relatórios de analistas com visão mais pessimista sobre o banco, segundo a CNN Brasil. Vale perdeu 1,97%.
A Petrobras, que pesa cerca de 13,5% no índice, ficou perto da estabilidade (PN -0,53%; ON +0,15%), num dia de queda do petróleo. Na quarta, a empresa informou produção recorde de petróleo e gás no terceiro trimestre: média de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia, 11,7% acima do mesmo período de 2025, segundo o Metrópoles.
O que os investidores citaram?
A cobertura do dia aponta a dúvida sobre as contas públicas e sobre o plano econômico para o próximo ano como principal fator de cautela. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,75% e 4% ao ano na quarta, como o mercado esperava, e o Nasdaq caiu 1,38% na quinta.
E o dólar?
O dólar comercial fechou em R$ 5,3875, alta de 0,76%, segundo a CNN Brasil, acompanhando a valorização da moeda americana diante de outras moedas de países emergentes. A Ptax, taxa de referência calculada pelo Banco Central, ficou em R$ 5,3744 na venda.
O que isso muda para a sua empresa?
Leitura da redação, não é recomendação de investimento. A sequência de quedas não muda, sozinha, o cenário de juros: a Selic segue em 13,75% ao ano e o Copom volta a se reunir em 3 e 4 de novembro. Para quem fecha o orçamento de 2027, vale trabalhar com faixas de câmbio em vez de um número só, rever compras e contratos atrelados ao dólar e adiar captações caras até a decisão do comitê, quando possível. O resumo da semana sai toda segunda no Semana CF.
Nota de método: os números de fechamento vêm da cobertura da CNN Brasil, do Metrópoles e do Diário do Grande ABC, com dados da B3; houve pequenas diferenças entre veículos no volume negociado, que por isso não foi citado. A página da B3 não estava disponível para leitura direta.
