O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou a terça-feira, 3 de novembro, em 165.528,92 pontos, queda de 1,42%, com volume de R$ 32 bilhões. Foi a sexta sessão seguida de perdas, e o índice terminou no menor nível desde janeiro. Era o primeiro pregão de novembro, depois do feriado de Finados.
Quanto a bolsa já devolveu?
Com a queda do dia, o Ibovespa passou a acumular alta de 2,73% em 2026. No fim de outubro, o ganho no ano era de 4,22%, como mostrou a nota de fechamento do mês. Antes da sequência de perdas, o índice chegou perto de 209 mil pontos e a alta no ano se aproximava de 30%, segundo a cobertura de fechamento.
As perdas no ano são maiores nos setores mais ligados ao mercado interno: o índice de consumo (ICON) cai 21,9% em 2026, o imobiliário (IMOB) 22,2% e o de empresas menores (SMLL) 19,8%. O financeiro (IFNC) recua 6,66%.
O que pesou no dia?
A cobertura atribui o movimento às incertezas fiscais e às dúvidas sobre a composição da equipe econômica do novo mandato, além da queda do petróleo. O Brent recuou cerca de 1,1%, com as negociações entre Estados Unidos e Irã, e as ações da Petrobras caíram quase 4%. No exterior, as bolsas de Nova York fecharam sem direção única.
E o dólar?
O dólar à vista fechou em R$ 5,4872, alta de 0,79%, o maior valor desde 30 de dezembro de 2025. Na sexta-feira, 30 de outubro, tinha terminado a R$ 5,4443.
Como isso chega ao Copom?
O Copom termina nesta quarta-feira, 4, a reunião que decide a Selic, hoje em 13,75% ao ano. A decisão sai depois do fechamento do mercado. A maioria das casas espera manutenção, e as opções de Copom negociadas na B3 indicavam 68,8% de chance de a taxa ficar onde está. No Boletim Focus divulgado na terça, a mediana da Selic no fim de 2026 subiu para 13,50%.
O que isso muda para a sua empresa?
Leitura da redação, não é recomendação de investimento. Câmbio acima de R$ 5,40 encarece insumos e equipamentos importados e dívidas em moeda estrangeira; vale revisar agora os preços de compra e os contratos indexados ao dólar. Juros que deixam de cair mantêm o crédito caro por mais tempo, o que pede cautela com investimentos financiados e atenção ao caixa. E a queda forte dos setores de consumo e imobiliário é um sinal para quem vende para o mercado interno acompanhar de perto a demanda nos próximos meses.
